'Um pouco mais de sol eu era brasa / Um pouco mais de azul eu era além'
Fotobiografia de Mário de Sá-Carneiro
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Escadas para o sotão da casa na Quinta da Victoria, em Camarate, onde Mário de Sá-Carneiro passou parte da infância. Fotografia de Marina Tavares Dias em Fotobiografia de Mário de Sá-Carneiro
HÁ UMA ETERNIDADE EM 25 ANOS DE VIDA... OU DE MORTE. Vinte e seis anos desde que celebrámos um centenário feliz: o do seu nascimento. Hoje, assinalamos aqui uma data triste: o dia 26 de Abril de 1916 (Mário de Sá-Carneiro não completara ainda os 26 anos de idade). 26 de Abril de 2016. Centenário da sua morte. Antes, uma longa lista de iniciativas, possíveis graças ao desvelo da escritora MARINA TAVARES DIAS: - MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO, Vida e Obra em exposição na UNESCO, em Paris. - MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO com a última morada parisiense visitada pelo Presidente da República. - MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO como tema de mostra iconográfica em Lisboa, no Instituto Franco-Português. - Edição especial da «Fotobiografia de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO» (1ª edição de 2008) - Descerramento de placa comemorativa no Hotel de Nice (Rue Victor Massé, Paris) - Descerramento de placa comemorativa no Café de La Paix (Boulevard des Capucines, Paris) - Edição especial, em francês, pelos livros La Diférence. - ...
«Mário de Sá-Carneiro descreve, no conto juvenil “João Jacintho”, a garagem para onde se dirigia o automóvel que atropela o protagonista. Garagem que ainda existe, na Rua Alexandre Herculano, constituindo exemplo interessante da arquitectura da época. Mário de Sá-Carneiro devia conhecê-la bem, visto ter sido Carlos Augusto de Sá Carneiro, pai do poeta, um dos primeiros lisboetas a requisitar "licença de condução" nos primeiros anos do século XX. Rogério Perez recordará, em 1938, num artigo do "Diário de Lisboa", os passeios com o colega Mário, de automóvel, pela Avenida da Liberdade, a caminho deste local.» (As Melhores Fotografias da Lisboa Desaparecida de Marina Tavares Dias )
Mário de Sa-Carneiro visita Barcelona em 1914, frequentando os cafés mais célebres das Ramblas. Chega a pensar ficar nesta cidade catalã até ao fim da guerra, como confidencia em cartas ao avô, José Paulino de Sá Carneiro , e também a vários amigos, incluindo Fernando Pessoa. O café onde mais tempo passa a escrever é Au Lion d'Or, então célebre pela sua decoração de 'boiserie' ao estilo da Baviera. Na década de 1930, o café viria a ser a sede do POUM, partido anarquista que congregava vários escritores estrangeiros ( George Orwell, Ernest Hemingway, etc.) apoiantes das Brigadas Internacionais, durante a primeira fase da Guerra Civil de Espanha.
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